Como funciona a tributação na Previdência Privada
Um dos pontos mais importantes (e menos comentados) da previdência é o modelo de tributação.
É ele que define quanto de imposto você vai pagar lá na frente — e escolher o regime certo pode fazer uma diferença enorme.
Basicamente, existem dois tipos de tributação: regressiva e progressiva.
O nome assusta, mas o conceito é simples (prometemos).
Tributação Progressiva
A tabela progressiva segue o mesmo modelo do Imposto de Renda tradicional.
Quanto maior o valor do saque, maior a alíquota — variando de 0% a 27,5%.
É o sistema “quem ganha mais, paga mais”.
Ideal para quem pretende resgatar o dinheiro em partes menores ou usar o benefício mensalmente, como uma aposentadoria mesmo.
O imposto é retido na fonte a 15% (como antecipação), e o ajuste final acontece na declaração anual.
Resumindo: é o modelo que conversa bem com quem já é amigo do Leão.
Tributação Regressiva
Na tabela regressiva, o tempo é o seu melhor aliado.
Aqui, quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor é a alíquota.
Ela começa em 35% (para aplicações de até 2 anos) e vai caindo até 10% (após 10 anos).
Ou seja, quanto mais paciente você for, menos imposto paga.
Esse regime é ótimo para quem pensa em deixar o investimento crescer no longo prazo e não pretende sacar com frequência.
Qual escolher
- Progressiva: boa para quem vai resgatar em valores menores e faz ajuste anual de IR.
- Regressiva: melhor para quem quer investir por muitos anos e aproveitar a alíquota mínima no futuro.
Se você gosta de ver o tempo trabalhando a seu favor, a regressiva é a escolha mais simpática.
Mas se quer previsibilidade e costuma declarar IR completo, a progressiva pode ser a mais prática.
No fim das contas, o importante é escolher o regime antes do primeiro aporte — porque, depois disso, o Leão não aceita trocas.
